
Quando um suíno, bambi ou sardinha quer menosprezar o Timão uma das primeiras coisas que fala é ‘time sem-estádio’. Nós do alto de nossa corintianidade não nos abalamos, pois sabemos que quando a FIEL comparece, não importa se o jogo é no Morumbi, Pacaembu, Maracanã, Mineirão ou no campinho de terra, o que importa é ver o Corinthians em campo. Quem não mora em São Paulo e já foi assistir à um jogo do Corinthians como visitante sabe que quando nossa torcida chega o ambiente muda completamente, dificilmente aceitamos o nome de visitante e na maioria das vezes conseguimos dominar o lugar.
Entretanto, um estádio para chamar de casa nos faz falta, não tanto para ter uma ‘casa’, mas principalmente pelo lado financeiro. Gastamos uma grana alta em aluguel e mesmo lotando os jogos nosso lucro acaba não sendo grande. Esse ano, por exemplo, apenas com o dinheiro pago pelo aluguel do Morumbi nos jogos do 1º semestre pagamos o salário da Imperatriz dos bambis, isso porque tivemos um desconto de 50% por termos mandados vários jogos lá em virtude de o Paca estar em obras, assim o valor cobrado por jogo foi de R$ 35.000 por duelo, normalmente, o aluguel do Morumbi tem um custo de R$ 70 mil por jogo ou então 12%, de dia, ou 15%, à noite, da renda, o que for maior.
O Pacaembu, nosso Templo, é um pouquinho mais barato, custa R$ 17 mil nos jogos realizados durante o dia e R$ 20 mil nas partidas à noite. Ou então, 12 ou 15% da renda. Assim como no Morumbi, o que for maior.
Tínhamos até agosto deste ano um compromisso com o consórcio Egesa/Seebla, que tinha um projeto para a construção do nosso sonhado estádio na Marginal Tietê, mas como a empresa não conseguiu cumprir com os prazos acertados para a entrega de contrato de compra do terreno escolhido e carta de crédito que garantisse ao menos 70% da conclusão das obras, o acordo foi rompido e, mais uma vez o Fielzão não saiu do papel.
Mas o sonho de termos nossa casa até o ano do Centenário não morreu, passamos para o plano B: obter a concessão do Pacaembu. Semana passada o diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg confirmou que estava convencendo Andrés Sanchez sobre a possibilidade de ter o Pacaembu como estádio do Corinthians. A proposta extra-oficial da prefeitura seria de por 30 anos de concessão do Pacaembu, o clube teria de aplicar cerca de R$ 200 milhões - R$ 555 mil por mês - durante o período, em reformas estruturais e na modernização do estádio, dinheiro lógico vindo de iniciativa privada. Aí que está o problema, como o Estádio Paulo Machado de Carvalho é patrimônio tombado de São Paulo o investidor, por exemplo, não poderia explorar o nome do estádio, em compensação teria direito sobre camarotes e exploração da marca do clube em publicidade.
Apesar de toda a história Corinthians-Pacaembu-Fiel muitos são contra a aquisição do estádio, é um assunto que como tudo que envolve o Todo Poderoso, gera bastante discussão. Só não custa lembrar que falta menos de 2 anos para o Centenário…onde vamos celebrar?




